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·· motor de cálculo

Custo padrão e rollup.

Quanto custa a peça de verdade — não só o material que dá para ver?

Preço formado só pelo material é margem perdida em silêncio. O rollup sobe pela estrutura de baixo para cima: cada intermediário acumula material, tempo de máquina e a parcela de custo indireto, e o produto final já nasce com o custo de tudo o que veio antes. Depois, o custo realizado da produção volta e mostra onde o padrão não bateu.

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·· como ele decide

Passo a passo, sem caixa fechada.

  1. 01

    Parte do comprado

    Cada matéria-prima entra pelo seu custo de compra de referência.

  2. 02

    Sobe um nível

    O intermediário soma material + tempo de máquina do roteiro + overhead rateado.

  3. 03

    Repete até o topo

    O produto final já carrega o custo de todos os seus intermediários, de forma consistente.

  4. 04

    Rateia o indireto

    A base de alocação distribui os custos gerais aos produtos e centros pelo critério escolhido.

  5. 05

    Compara com o real

    O tempo apontado e o material consumido na produção revelam o desvio contra o padrão.

·· um exemplo

O suporte que parecia custar R$ 18

  1. 01A chapa do suporte custa R$ 12. É o número que todo mundo enxerga.
  2. 02O corte leva 4 minutos numa máquina de R$ 90/hora: R$ 6. Aqui a planilha para — R$ 18.
  3. 03A solda leva mais 7 minutos num centro de R$ 75/hora: R$ 8,75.
  4. 04O overhead da fábrica, rateado por hora de máquina, soma R$ 4,20.
  5. 05Custo padrão real da peça: R$ 30,95.

Quem vendeu com 30% de margem sobre R$ 18 vendeu a R$ 23,40 — sete reais abaixo do custo, em cada peça, e nada no processo apontava isso. E o padrão é só metade da história: quando a ordem fecha, o sistema valoriza o material que foi de fato baixado e as horas que foram de fato apontadas, e mostra o desvio contra o padrão. Você não descobre só que a peça dá prejuízo — descobre em qual operação ela começou a dar.

Exemplo ilustrativo para mostrar o raciocínio do cálculo. Os números são inventados para a explicação — não são resultado medido em cliente.

O que o cálculo leva em conta

  • Estrutura do produto (BOM) e custo de compra de cada item comprado
  • Roteiro de produção com o tempo de cada operação
  • Custo por hora de cada centro de trabalho — máquina e mão de obra
  • Custos indiretos da fábrica: energia, supervisão, aluguel
  • Base de alocação escolhida: horas de máquina, quantidade produzida ou valor de material

O que você recebe

  • Custo padrão de cada item, consultável a qualquer momento
  • Composição aberta em material, máquina e overhead
  • Custo real por ordem de produção, do que foi de fato apontado e consumido
  • Desvio padrão × real, mostrando qual operação ou material comeu a margem

·· por dentro

Tudo o que esse cálculo faz.

Todo ERP diz que tem esse cálculo — a diferença nunca esteve no nome. Ela aparece nos casos difíceis: a mesma peça usada em cinco produtos ao mesmo tempo, o feriado no meio da semana planejada, a regra que só a sua fábrica tem. É isso que está aberto abaixo.

01

O rollup, nível a nível

  • Sobe pela estrutura do produto de baixo para cima: a matéria-prima comprada entra pelo custo de compra, o intermediário acumula, o produto final herda tudo.
  • Cada nível soma material da estrutura, transformação do roteiro e a parcela de overhead.
  • Pode ser disparado sempre que um cadastro mudar — reajuste de matéria-prima, novo tempo de máquina, troca de roteiro.
  • O resultado é consistente entre níveis: o custo do produto final já inclui o de todos os seus intermediários, sem dupla contagem.
02

As três parcelas

  • Material: os itens da estrutura pelo custo de compra ou de estoque.
  • Transformação: o tempo de cada operação do roteiro × o custo por hora do centro de trabalho.
  • Overhead: a parcela de custos gerais da fábrica — energia, supervisão, aluguel — rateada ao produto.
03

Rateio do indireto

  • A base de alocação define o critério: horas de máquina, quantidade produzida ou valor de material.
  • A alocação de overhead distribui os custos indiretos aos produtos e centros usando essa base.
  • O centro de custo mostra onde o dinheiro é consumido — setor, linha, máquina — e liga a produção à contabilidade e ao financeiro.
04

Custo real da ordem

  • Material real = consumo × custo médio do item no estoque, preferindo o depósito de onde ele saiu.
  • Conversão real = horas efetivamente apontadas (fim menos início do apontamento) × custo/hora do tipo da máquina que foi apontada.
  • Overhead real = aplicado proporcionalmente à mão de obra real, pela razão padrão entre overhead e mão de obra.
  • O padrão fica congelado como referência: custo unitário padrão do item × quantidade produzida.
05

Variância, componente a componente

  • Real menos padrão em material, mão de obra, overhead e no total. Positivo significa que gastou mais do que o planejado.
  • É o que mostra não só que a peça deu prejuízo, mas em qual operação ela começou a dar.
  • Com isso a margem de cada peça é a real, não a teórica que saiu do orçamento.
06

Quando o cálculo roda

  • Automaticamente ao fechar a ordem de produção.
  • Recalculável a qualquer momento, e idempotente — reexecutar recalcula a mesma linha em vez de duplicar apuração.
  • Uma falha no custeio não desfaz o fechamento da ordem: o chão de fábrica não trava por causa da controladoria.

Falta alguma coisa que a sua fábrica faz de um jeito próprio? Descreva no diagnóstico — o que a operação de um cliente precisa entra na fila de desenvolvimento.

·· não roda sozinho

De onde vêm os dados e para onde vai o resultado.

·· os outros motores

Quer ver esse cálculo rodando com os números da sua fábrica?

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