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·· motor de cálculo

MRP.

O que precisa ser comprado e fabricado, em que quantidade e até quando?

Numa fábrica com estrutura de três níveis e centenas de pedidos no mês, essa conta deixa de caber no papel — não por falta de quem saiba fazê-la, mas por volume. O MRP abre a ficha técnica de cada pedido nível a nível, desconta o que já existe no estoque e o que já está a caminho, aplica lote mínimo e estoque de segurança, e recua no tempo a partir da data de entrega para dizer o dia em que cada compra e cada ordem precisa começar.

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·· como ele decide

Passo a passo, sem caixa fechada.

  1. 01

    Junta a demanda

    Pedidos confirmados, demandas independentes e previsões entram na mesma conta.

  2. 02

    Abre a receita

    Explode a estrutura do produto nível a nível até chegar na matéria-prima.

  3. 03

    Desconta o que já tem

    Necessidade líquida = o que é preciso − estoque − o que já foi comprado ou está em produção.

  4. 04

    Aplica a regra do item

    Lote mínimo, múltiplo e estoque de segurança ajustam a quantidade sugerida.

  5. 05

    Recua no tempo

    A partir da data de entrega, volta pelo prazo do fornecedor ou pelo tempo de fabricação até achar a data de início.

  6. 06

    Sugere e devolve a decisão

    O MRP não compra nem produz sozinho. Ele propõe; o planejador firma o que concorda.

·· um exemplo

O pedido que parecia caber no prazo

  1. 01Entram 100 suportes com entrega no dia 30 — um prazo que, à primeira vista, é confortável.
  2. 02O MRP abre a estrutura nível a nível: o suporte é soldado a partir de uma peça cortada, que sai de uma chapa comprada.
  3. 03Estoque: 20 suportes prontos e 40 kg de chapa. Faltam 80 peças, e a produção precisa de 64 kg — comprar 24.
  4. 04Só que a chapa vem em múltiplo de 50 kg. A compra não é de 24 kg, é de 50.
  5. 05O fornecedor entrega em 5 dias; corte, solda e pintura levam 3 pelo caminho crítico — a pintura da tampa roda em paralelo e não soma no prazo.

O pedido de compra tinha que ter saído ontem. O MRP faz essa conta para milhares de itens em segundos e ainda dispara a mensagem de exceção avisando que o dia 30 já nasceu impossível — enquanto ainda dá tempo de renegociar, em vez de ligar pedindo desculpa no dia 29.

Exemplo ilustrativo para mostrar o raciocínio do cálculo. Os números são inventados para a explicação — não são resultado medido em cliente.

O que o cálculo leva em conta

  • Pedidos de venda confirmados, demandas avulsas e previsões de venda
  • Ficha técnica (BOM) multinível de cada produto
  • Saldo atual de estoque, item por item
  • Compras e ordens já em andamento — o suprimento firme
  • Lote mínimo, múltiplo de compra e estoque de segurança de cada item
  • Prazo do fornecedor e tempo de produção pelo caminho crítico do roteiro
  • Calendário industrial — feriado não conta como dia produtivo

O que você recebe

  • Sugestões de compra e de produção, com quantidade e data
  • Perfil de cada item: necessidade, estoque projetado e suprimento período a período
  • Mensagens de exceção — atraso inevitável, cadastro incompleto, gargalo de máquina
  • Sugestão firmada vira ordem planejada com número, e daí ordem de produção ou pedido de compra

·· por dentro

Tudo o que esse cálculo faz.

Todo ERP diz que tem esse cálculo — a diferença nunca esteve no nome. Ela aparece nos casos difíceis: a mesma peça usada em cinco produtos ao mesmo tempo, o feriado no meio da semana planejada, a regra que só a sua fábrica tem. É isso que está aberto abaixo.

01

Explosão da estrutura

  • Percorre a estrutura do produto nível a nível — produto final, conjunto, componente, matéria-prima — sem limite de profundidade.
  • Cada item tem um código de nível mais baixo (LLC): o nível mais fundo em que ele aparece em qualquer estrutura da fábrica.
  • O cálculo processa os itens em ordem de LLC. Assim, quando chega no parafuso usado em cinco produtos diferentes, ele já somou toda a demanda e gera uma ordem de 100 — não cinco ordens de 20.
  • Estrutura marcada como comercial não entra na produção industrial; item de terceiro não gera ordem porque não é da empresa.
02

As três fontes de demanda

  • Pedido de venda confirmado entra como demanda firme, gerada automaticamente na confirmação.
  • Demanda independente avulsa, lançada à mão quando existe uma necessidade que não veio de pedido.
  • Previsão de venda entra como demanda de planejamento — e o pedido real continua sendo o sinal mais forte quando aparece.
  • O status da demanda controla o que ainda pesa: pendente entra no cálculo, entregue e cancelada saem.
03

Cálculo reprodutível

  • O estoque entra como uma foto tirada no instante da rodada. Rodar de novo no mesmo dia parte do mesmo ponto, sem ser contaminado por movimentações do meio do caminho.
  • Só um cálculo de planejamento roda por vez em todo o sistema, garantido no banco de dados — mesmo com mais de uma instância da API no ar. A segunda chamada é recusada em vez de gerar sugestão corrompida.
  • Cada execução deixa log com histórico, para você comparar a fotografia do último cálculo com a posição atual.
04

Regras por item

  • Lote mínimo e múltiplo de compra ou produção — não adianta precisar de 3 quando o fornecedor vende de 10 em 10.
  • Estoque de segurança somado à demanda antes do cálculo da necessidade líquida.
  • Lead time de compra ou de fabricação, este último vindo do caminho crítico do roteiro.
  • Regras configuradas que sobrescrevem um campo específico (lead time, lote mínimo) por igualdade, diferença ou faixa, com sequência de aplicação — dá para ajustar o comportamento de um item sem mexer no cadastro dele.
05

Cinco modos de planejamento

  • MRP — o cálculo completo, para item com receita e demanda calculável.
  • Mín/máx — repõe entre um nível mínimo e um máximo.
  • Ponto de pedido — dispara a compra quando o saldo cai abaixo do limite, alimentado pelo consumo médio que o estoque calcula sozinho.
  • Kanban — reposição puxada por consumo, com trava para não duplicar ordem.
  • MPS / plano-mestre — item-chave planejado à mão pelo PCP.
06

O que sai do cálculo

  • Sugestões de compra ou de fabricação conforme o tipo do item, cada uma com quantidade, data de necessidade e data de início.
  • Perfil de cada item período a período: demanda, estoque projetado, ordens planejadas e ordens firmes — a linha do tempo do item ao longo do horizonte.
  • Mensagens de exceção quando algo não fecha: atraso inevitável, cadastro incompleto, gargalo de máquina. Podem ser notificadas por e-mail ou alerta.
  • Agenda de máquina, para o sequenciamento partir de algo pronto.
07

Firmar, liberar, replanejar

  • Sugestão é proposta. Firmar cria a ordem planejada com número, que passa a contar como suprimento firme nas rodadas seguintes.
  • Rodar o MRP de novo recalcula os perfis do zero — e não toca no que já foi firmado.
  • Ordem apenas liberada pode voltar ao planejamento enquanto não houver apontamento nem consumo.
  • A ação vale para várias ordens de uma vez; rejeitar é simplesmente não firmar.
  • Em relações entre fábricas marcadas para liberação automática, o cálculo converte e libera só as sugestões elegíveis, sem duplicá-las na reexecução.

Falta alguma coisa que a sua fábrica faz de um jeito próprio? Descreva no diagnóstico — o que a operação de um cliente precisa entra na fila de desenvolvimento.

·· não roda sozinho

De onde vêm os dados e para onde vai o resultado.

·· os outros motores

Quer ver esse cálculo rodando com os números da sua fábrica?

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