Sequenciamento (APS).
Tenho vinte ordens liberadas e seis máquinas. Qual entra primeiro, e onde?
Hoje quem responde isso é o encarregado, e costuma responder bem — o problema é que essa leitura mora só com ele, e não sobrevive a férias, ao turno da noite nem a um mês com o dobro de ordens. O APS monta a agenda de cada máquina com capacidade finita — uma ordem de cada vez, respeitando a prioridade do pedido, o calendário do recurso e as paradas de manutenção. O resultado é um Gantt: a fila de cada máquina e o caminho de cada ordem.
·· como ele decide
Passo a passo, sem caixa fechada.
- 01
Lê a fila
Ordens liberadas entram com sua prioridade e sua data de entrega.
- 02
Escolhe o recurso
Cada operação vai para a máquina do grupo que a executa, dentro do calendário dela.
- 03
Encaixa sem sobrepor
Capacidade finita: a máquina só faz uma coisa por vez, e parada não vira hora produtiva.
- 04
Devolve a agenda
A sequência sai como Gantt por máquina ou por ordem, e fica registrado qual máquina foi escolhida.
·· um exemplo
A guilhotina na segunda-feira
- 01Quatro ordens liberadas disputam a mesma guilhotina.
- 02Uma tem prioridade alta e entrega no dia 17. Duas são do mesmo cliente, para o dia 20. A quarta é amostra, sem prazo firme.
- 03A guilhotina faz uma de cada vez, e na segunda tem preventiva das 8h às 12h.
- 04O APS encaixa respeitando prioridade, capacidade finita e o calendário daquela máquina.
A agenda sai pronta: a do dia 17 na sexta à tarde, as duas do dia 20 na segunda depois da manutenção, a amostra na janela da terça. E fica registrado qual máquina fez o quê — então, quando o cliente ligar cobrando o dia 20, a resposta não depende da memória do encarregado nem de ele estar na fábrica naquele dia.
Exemplo ilustrativo para mostrar o raciocínio do cálculo. Os números são inventados para a explicação — não são resultado medido em cliente.
O que o cálculo leva em conta
- Ordens de fabricação liberadas
- Prioridade de cada ordem — quem entrega antes vem primeiro
- Capacidade finita de cada máquina: uma operação por vez
- Grupos de recurso e calendário semanal por máquina
- Paradas planejadas e não planejadas
- Centro de trabalho, com custo de máquina e de mão de obra separados
O que você recebe
- Agenda de cada máquina em gráfico de Gantt, por período e por grupo de recurso
- A fila de produção com data e hora de início e fim de cada operação
- Filtro por ordem, máquina, centro de trabalho e planejador
- Exportação de refugo e paradas em CSV para análise fora do sistema
·· por dentro
Tudo o que esse cálculo faz.
Todo ERP diz que tem esse cálculo — a diferença nunca esteve no nome. Ela aparece nos casos difíceis: a mesma peça usada em cinco produtos ao mesmo tempo, o feriado no meio da semana planejada, a regra que só a sua fábrica tem. É isso que está aberto abaixo.
O que entra na fila
- Ordens de fabricação liberadas, com prioridade e data de entrega.
- A seleção do cálculo aceita recorte por ordem, por máquina, por centro de trabalho e por operação — dá para sequenciar só o setor que interessa.
- O ponto de partida no tempo é configurável: sequenciar a partir de agora ou a partir de uma data futura.
Capacidade finita de verdade
- Uma operação por vez em cada recurso. Não é capacidade infinita fingindo que a máquina se multiplica.
- Calendário semanal por máquina, com intervalos validados — um turno não atravessa a meia-noite por engano.
- Grupos de recurso: a operação vai para a máquina do grupo que sabe executá-la.
- Paradas planejadas e não planejadas registradas por intervalo, com CRUD próprio.
O centro de trabalho industrial
- Capacidade hierárquica: o centro de trabalho agrega, a máquina executa.
- Centro de custo de máquina e de homem separados — e o de homem nunca pode repetir o de máquina.
- Máquina marcada como crítica, com localização e grupo próprios.
- Perfil industrial do recurso: serviços, itens e responsáveis; serviços preventivos com periodicidade, materiais e responsáveis, integrados às ordens de manutenção.
O que fica registrado
- Qual máquina efetivamente executou cada operação — não a máquina que "deveria" ter feito.
- Consulta por data e hora inicial e final, com unidade em hora ou minuto.
- Um grupo de recurso por consulta, com faixas de ordem, máquina, centro e planejador.
- Exportação de refugo e paradas em JSON e CSV, para análise fora do sistema.
A saída
- Gráfico de Gantt por máquina — a agenda de cada recurso.
- Gráfico de Gantt por ordem — o caminho de cada pedido pela fábrica.
- Data e hora de início e fim de cada operação da fila.
Volume que o motor aguenta
- O roteiro de aceite do backend rodou 10.000 registros de sequência com leitura em 8,45 ms.
- Carga HTTP de 6.309 requisições com 0% de erro e p95 de 1,18 ms.
- Suíte executada com detector de concorrência, porque sequenciamento errado sob concorrência é ordem duplicada no chão de fábrica.
- Esses números vêm do nosso roteiro de aceite técnico, em ambiente controlado — não são medição na operação de um cliente.
Falta alguma coisa que a sua fábrica faz de um jeito próprio? Descreva no diagnóstico — o que a operação de um cliente precisa entra na fila de desenvolvimento.
·· não roda sozinho
De onde vêm os dados e para onde vai o resultado.
- Capacidade (CRP) → a carga conferida antes de virar fila
- PCP e chão de fábrica → a sequência vira o que o operador aponta
- Máquinas e manutenção → calendário, grupo e parada de cada recurso
- Promessa de entrega → a agenda mostra quando a ordem realmente termina
·· os outros motores
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